Modo de preparo da 'Pamonha de Piracicaba' pode virar patrimônio cultural; entenda
Fabrica de pamonha em Piracicaba Reprodução/EPTV O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba (Codepac) aprovou a abertura do processo de registro ...
Fabrica de pamonha em Piracicaba
Reprodução/EPTV
O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba (Codepac) aprovou a abertura do processo de registro do 'Modo de Preparo da Pamonha de Piracicaba'. A decisão foi publicada no Diário Oficial de Piracicaba.
Segundo a publicação, feita na quinta-feira (24), a abertura do processo foi aprovada por unanimidade entre os conselheiros municipais.
Por se tratar de uma técnica, de saberes e de uma receita tradicional — e não de um bem físico, como um casarão ou uma praça —, o reconhecimento da pamonha se enquadra na categoria de patrimônio imaterial.
📱Siga o g1 Piracicaba no Instagram
O g1 questionou em que fase o processo está e se há prazo previsto para a conclusão, já que a reunião que aprovou a abertura do processo foi feita em junho, mas o Codepac não respondeu até a última atualização desta reportagem.
Pamonha de Piracicaba sustenta famílias e é tradição há décadas
'O puro creme do milho verde'
Conheça a história da pamonha de Piracicaba que conquista gerações
A tradição da pamonha de Piracicaba começou na década de 1950, com uma moradora conhecida como dona Wasthy. Ela quem teve a ideia de costurar a palha do milho para embalar a pamonha feita só com o puro creme do milho verde.
Além dela, outros piracicabanos contribuíram para a fama da receita. Dirceu Bigeli era um dos vendedores de pamonha de Dona Whasty. Ele comprou um carro, um gravador e um alto falante, que instalou no veículo.
A história e o modo de preparo da tradicional pamonha foram tema de uma reportagem para celebrar o Dia do Milho, em maio de 2025. Na época, João Batista Rodrigues Filho, irmão de dona Wasthy, explicou que a criação ocorreu em uma fase difícil da vida da irmã.
"O marido tinha perdido o emprego, [então] ela precisava arrumar uma maneira de sustento pra casa”.
Segundo João, outros piracicabanos contribuíram para a fama da receita. Dirceu Bigeli era um dos vendedores de pamonha de Dona Whasty. Ele comprou um carro, um gravador e um alto falante, que instalou no veículo.
Pamonha produzida e vendida na feira de Piracicaba
Thomaz Fernandes / G1
VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região
Veja mais notícias sobre a região em g1 Piracicaba